De Mochila Pela América

Relato de uma mochilada pela Bolívia, Peru, Chile e Argentina

20.5.07

Sexta chegamos e fomos procurar um hostel. No busu veio o brasileiro com quem conversei quando subia o vulcao, o Victor, e ele ja havia ficado em Santiago e nos deu a dica. Olhamos uns outros mas acabamos ficando no Che Lagarto, 12 dolares, na Calle Tucapel Jimenez bem perto da estacao de metro Los Heroes. Massa o hostel.

Na mesma tarde visitamos o Museu de Arte Pré-Colombiana e o Museu Historico Nacional. O 1 tem muito material (ceramicas, roupas etc) de todas as civilizacoes americanas antes do massacre, digo, descobrimento. É exatamente o que falta ao Louvre. Fantastico o museu, imperdivel. O 2 conta a historia do Chile, desde a epoca dos indios Mapuches ate o golpe militar, e inclusive tem um pedaco dos oculos que o entao presidente Salvador Allende usava quando se matou. Vale pela aula de historia e vc se nao gosta de historia va tambem porque e de graça.
Infelizmente nao se pode tirar fotos nesses museus. Pra quem quiser ter uma ideia, aqui segue o link do museu Pré-Colombiano (http://www.precolombino.cl/)

Hoje fomos ao Cerro San Cristóbal, uma especie de mirante da cidade. Subimos num teleférico sinistro, cabe 4 pessoas mas so estavamos em 2 (eu e o Fabio). Muito alto, nao e aconselhavel olhar para baixo. Vale apenas ir so para confirmar o que todo mundo fala: e impresionante como a Santiago e cinzenta. De la tambem da para entender o porque, pois a Cordilheira dos Andes aparece imponente por detras da cidade, impedindo a circulacao do ar.

Pode-se comprar ida e volta no teleférico, deus me livre, ou apenas subir por ele e descer pelo funicular (uma especie de elevador com 45 graus e inclinacao). Foi o que fizemos. A chegada é em frente ao zoo da cidade e como ja estavamos ali acabamos entrando. Gostei do passeio, mas como sou veterinario sou suspeito.
Ainda fomos conhecer o mercado, sempre um bom lugar para experimentar a culinaria local a precos bastante convidativos. La tem um restaurante enorme, toma quase metade da praca de alimentacao e bem famoso, chamado Donde Augusto. O local e enfeitado com fotos de personalidades que ja estiveram por la e varios presentes de clientes, muito legal. O dono veio conversar comigo e, supresa: o cara é cruzeirense e inclusive ja saiu numa revista do cruzeiro, quando esteve no Mineirao. A revista tá lá pra provar. Outra prova que esta em destaque é o flyer do Privê, uma famosa casa de diversoes de Goiânia. Os Chilenos realmente gostaram muito do Brasil.

Amanha vamos a Valparaíso passar o dia e ja devemos dormir em Vina del Mar. Mando noticias de la

abracos

19.5.07







Melhor olhar pra frente


Cidade cinzenta

Andes ao fundo



Palacio de la Moneda - Local do suicidio de Salvador Allende



Tribunal de Justica

Pedro de Valdivia

Catedral de Santiago

Monumento ao Guerreiros de Iquique

Flyer do Real Prive de Goiania - boas lembrancas da visita ao Brasil

Revista do Cruzeiro - o cara foi la mesmo!

18.5.07

Estavamos em Piucon desde segunda-feira esperando o tempo melhorar para subir ao vulcao. O dia amanheceu nublado na quinta-feira, mas sem chuva, o que ja era um bom indicio. Nos encontramos na agencia conforme combinado, as 7 da matina, o que aqui ainda é bem de madrugada ja que normalmente amanhece as 9 nesta epoca do ano. Nosso guia disse que era de 50% a chance de subirmos e que so saberia melhor na base do vulcao. Resolvemos ir la, caso nao fosse possivel subir pagariamos apenas o transporte (8 dolares.). Eis que chegando na base do vulcao, ja estamos acima das nuvens e o dia estava lindo, um ceu azul e um sol de rachar. Nos apressamos em colocar os equipamento e fomos rumo a montanha.
Existe um teleferico na base, custa cerca de 10 dolares, que nos leva ate um ponto intermediario e nos faz ganhar cerca de 1 hora e meia na subida. Ele estava parado pra manutencao, assim comecamos desde o comeco, literalmente. É uma subida facil mas a neve a torna um pouco desgastante. O klauss, nosso guia, que tem no curriculo mais de 1000 subidas ao vulcao, ia na frente comigo e o Deoclides. O Fábio estava uns 5 minutos atras e a Lucia na rabeira, junto ao auxiliar do guia. Chegamos no teleferico, comemos um pouco e descansamos ate a Lucia chegar. Parar nessa situacao e bom pelo descanso, mas tem um efeito colateral: o suor do corpo comeca a congelar e faz um frio dos infernos nas costas.
Juntamos as coisas e voltamos a encarar a montanha. Depois de mais 1 hora de subida encontrei 2 caras descendo e no segundo vi, escondida debaixo de algumas blusas de frio, uma gola da camisa da selecao brasileira de futebol. Depois de confirmada a nacionalidade, perguntei ao cara se ele tinha chegado a cratera e ele disse que tava quase impossivel devido ao vento. Continuamos subindo, sendo que nesta altura o gui,a, deoclides e eu estavamos bem a frente dos demais.
Como a subida é ingrime temos que caminhar em zig-zag, a passos lentos, para nao forcar demais as pernas e ficar sem forcas antes do tempo. A neve, as vezes uns 40 cm, torna pesado o caminhar em alguns trechos o chao esta congelado, ficando mais escorregadio que pau-de-sebo. Olho para o chao, procuro um lugar onde minha bota vai ter apoio, olho pra baixo, imagino onde vou parar de sair rolando, cravo meu piolet no caho e vou-me embora.
Estavamos quase chegando em um platô, a cerca de 400 metros cratera, e subitamente veio um vento sinistro, segundo o guia de uns 70 a 80 km/hora. Nesse momento estava sem luvas, pois apesar de tudo sentia calor, e o vento trazia consigo pedacos de gelo e neve que pareciar cortar minha pele. Mais que imediatamente eu e o Deuclides nos abaixamos e fincamos o piolet na neve pra nos proteger. Nos aproximamos do guia e ele achou melhor descermos e esperar um pouco enconstados atras de uma rocha pela qual haviamos passado.
Na descida nos juntamos aos outros 3 e aproveitamos o tempo tecnico para comer e beber mais um pouco de agua. Ficamos la um tempo e, como o vento nao estava dando tregua, acabamos abortando a missao e fomos para o teleferico. A esta hora o tempo ja havia mudado totalmente e a visibilidade estava baixa, tantas nuvens. Pra descer foi um brincadeira so, 2 horas de ski-bunda!!!
Bom, gostei demais do trekking mas fiquei com o vulcao atravessado na granganta. Vou ter que voltar a Pucon, numa outra oportunidade.
Ja estou em Santiago, visitei alguns museus e pontos turisticos, logo que possivel posto as fotos
abracos

Tai o bichao, o vulcao mais ativo da America

Uma paradinha pra colocar as correntes, senao nao sobe



Teleferico em manutencao - tive que andar mais 2 horas por isso

Essa era a chegada de um teleferico que foi destruida pela ultima grande erupcao em 1971




Nosso guia doidao

Bom demais fazer isso...

...mas cansa que só


Esperando o vento passar

Vou comprar um desse, gostei



Despedida do vulcao - armados para acertar o Fábio


Despedida de Pucon - cerveja e um saquinho de batatas fritas

16.5.07

Hoje o dia continuava ruim e resolvemos tirar férias: fomos todos pro termas. Tem um busu que sai da oficina da empresa JAC as 13:30, 2 dolares.

Antes fomos numa agencia e fechamos a subida ao vulcao, 4 pessoas e 60 dolares cada. Bom preco, ja que a media estava na casa dos 70 dolres. Compramos umas coisas no mercado, fizemos um rango no hostel onde estao Lucia e Deuclides e partimos.

O lugar e até legal, mas nao tem estrutura de bar e tal. Talvez seja so agora por causa da baixa temporada, sei lá. Sao varias piscinas espalhadas, mais um rio de aguas congelantes correndo ao lado. O bravo é que ficar cozinhando na agua o dia inteiro, nada pra fazer, da um tedio dos infernos. Conheci um casal de argentinos de meia idade la, muito simpaticos. Comecamos a falar de musica e o cara me disse que tinha gravado um CD de pop rock e que ia me dar um. Ficar numa satisfacao enorme, ate a hora que ouvi. Deus do ceu, que coisa brega! Pior que nao percebi o sinal que havia recebido, pois a mulher do cara me falou que gostava muito de um cantor brasileiro, o WANDO! Mas valeu por te-los conhecidos, sao muito gente boa.
As 19:00 pegamos o busu de volta e na cidade ja combinamos com os guias de nos encontrar as 7 da manha para ver o tempo. Se estiver bom vamos pra montanha, se nao fudeu tudo de novo. Ou ficamos aqui mais 1 dia e fazermos um treeking ou picamos a mula pra Santiago.

É isso aí. abracos a todos e ate mais

Ontem comecei a postar as fotos mas acabei nao colocando todas e nem falando sobre o dia. Bom, fomos a Valdivia ja que o clima aqui em pucon nao esta permitindo o acesso ao vulcao. De Pucon a Valdivia sao 3 horas de viagem, 5 dolares a passagem. Saimos as 6 e chegamos as 19:50, sendo que tem uns 5 onibus por dia. O mais certo é ir daqui pra Valdivia e de lá pra Santiago, so fizemos isso para nao perder o dia.
A Lucia, japa que nos encontramos em Ushuaia e Calafate, estava em Puerto Mont tomando chuva na cabeca e acabou vindo pra ca tambem. Com ela veio outro brasileiro, diretamente das colonias italianas de videira-SC, o Deuclides. Figuraca! O Lucia foi conosco, o Deuclides foi pra umas termas que tem aqui perto. Fechando o grupo, tem uma alemoa aqui no hostel, a chamamos de Uli porque o nome inteiro é impronunciavel, que e uma peca rara. Totalmente ao contrario dos germanicos que conheci durante a viagem, essa fala (ate demais) com todo mundo, brinca, gesticula e tal. Para ter uns parafusos a menos, mas e gente boa.
A principal atracao de Valdivia e o Mercado de Pescado, junto ao centro da cidade e que conta com moradores muito ilustres: muitos leoes marinhos. Os bichos ja aprenderam que é muito mais facil ficar ali de boa do que sair mar afora nadando atras de sardinha e correndo o risco de virar comida de baleia. Ficam fazendo uma cara de sofrimento de dar inveja aos atores de Hollywood e ganham cabecas e carcacas de peixes, para delirio dos turistas-fotografos como eu.
Fomos tambem a fabrica de uma cerveja famosa aqui, a Kunstamnn. Pegamos um busu e chegando lá batemos com a cara na porta: a cerveceria ia ficar 2 dias fechados e conseguimos acertar o dia. PQP, demorou mas Murphy apareceu.
Comemos pescados e mariscos muito bons num restaurante em frente ao mercado; tem varios por la. Quem estiver alojado em Valdivia vale comprar e fazer no hostel, é muito barato.
Dica importante: nao chegue demasiadamente perto dos leoes marinhos, muito menos por tras. Voce pode ter que acabar encima de uma mesa de limpar peixes para se proteger. Anotem aí que isso é muito sério!
abracos

Sifu !!! Murphy entrou em acao


A moca que fica na entrada

Uli, eu, Lucia, Fabio


Piradinha de tudo essa alemoa

Os leoes marinhos ficam junto as grades esperando que alguem os ofereca uma pela cabeca de pescado


Lucia tirando foto da alemoa

1 kg de salmao a 6 reais !!!

15.5.07




Quando entram na feira ficam rodeando os feirantes e as latas com carcacas e cabecas de peixes

Os caras trabalham com os leoes marinhos nos pes na maior tranquilidade

E claro, tem os loucos que os dao peixe na boca


E ate beijinhos

14.5.07

Galera, hj foi o bicho.
Fizemos rafting, 34 dolares o passeio incluido todo o equipamento (roupas e tal). No comeco da descida um lugar mais tranquilo pro guia passar as manobras e tal, depois o pau quebra. No meio do passeio paramos, descemos do bote, subimos por uma trilha e pulamos de uma altura de uns 5 metros na correntesa, a qual nos empurrava pro lado do bote. Confesso que refuguei 3 vezes o pulo, afinal sofro de vertigem e nado como um machado sem cabo, mas no final nao teve jeito. Depois que as 2 escocesas pularam eu nao podia fazer feio pro Brasil. Fiquei tao satisfeito com o feito que me dei um presente quando cheguei em casa: fiz essa maldita barba.
O clima continua feio. Pra nao perder o dia, amanha vamos a Valdivia pra conhecer o mercado d peixes e seus famosos leoes marinhos, voltando a noite. Se quarta a previsao for boa subimos o vulcao, senao esperamos mais um dia.
Tchau








Que cagaco, mas pulei!




Grande premio pelo ato de bravura...hehehe

13.5.07

No outro dia fomos fazer um tour pelos 7 lagos, saindo de Bariloche, passando por Villa la Angostura e San Martin de los Andes, retornando finalmente a Bariiloche. No nosso caso ja levamos as mochilas para ficar em San Martin. Custa 89 pesos e dura todo o dia (chegam em San Martin la pelas 13:00).

Vale pelo visual o passeio, mas acabamos descendo do bus umas 3 vezes só e isso é sacal.
Em San Martin, como é baixa temporada, tambem nao tinha muita coisa pra inventar. Pensamos em subir o Vulcao Lanin, mas como é um tour relativamente caro (70 dolares) e iamos fazer exatamente isso em Pucon (subir o vulcao Villarica, porem este ainda esta ativo) descartamos a ideia. Compramos as passagens, eu e fabio para Pucon e Saverio para Mendoza, e fomos tomar uma no albergue.

Hoje nos despedimos do Saverio, creio que vamos nos encontrar em Buenos Aires pouco antes de voltar para o Brasil.

Na viagem pra Pucon mais imprevistos. Uma argentina menor de idade (20 anos) com seu filho foi barrada na fronteira que, diga-se de passagem, fica entre a PQP e casa do caralho. Ficamos mais de 1 hora parados ate que a mandaram de volta e pudemos seguir viagem.
Antes disso me deliciei com um senhor que nao parava de tirar fotos, de absolutamente tudo. Placas, montanhas, cavalos, arvores, carros, da esposa, do onibus...tudo. Comecei a contar, quando cheguei na 70 (isso em cerca de 2 horas) cansei. Acho que ele comprou a maquina ontem, nao digo hoje porque e domingo. Durante a viagem pode-se ver o Vulcao Lanin, que alias marca a fronteira essa Argentina e Chile.

Em Pucon estou num albergue chamado El Refugio, ambiente muito legal e confortavel; 10 dolares; quarto compartido; ao lado da parada do busu.

Amanha vamos fechar os tours, provavelmente um rafting e claro, a escalada no Villarica

abracos a todos
Vulcan Lanin
Unica foto que tirei em San Martin. Primos dos Quero-Quero

O fotografo compulsivo




3 Fotos tiradas durante o tour 7 lagos


Como em bariloche nao tinha muita coisa pra fazer, acabamos inventando moda no albergue mesmo. Fizemos uma noite brasileña, com direito a feijoada e caipiroska pra galera (cachaca aqui e meio caro). Rodei meia bariloche, mas achamos feijao preto. Arrumamos uma panela de pressao emprestada que nao prestava, assim acabou ficando pronto o rango so as 01:00. Os gringos tavam quase me matando. O detalhe e que ficou tao bom que varios israelenses comeram (sua religiao nao permite comer carne suina), apesar que para alguns tive que fazer separado com carne de gado.



Meu amigo Saverio - Salut !!!


Sa et al; Efeito do fornecimento constante e agressivo de caipiroska a um frances com tendencias ao alcoolismo

Hotel Llao Llao; 400 dolares a diaria mais barata. Topa?

Vou escrever um pouco e depois continuo. Tenho um buso pra pucon - Chile dentro de 15 minutos

Esqueci de falar do hostel de El Calafate. Hostel do Glaciar, 18 pesos, extremamente recomendavel. Estrutura legal, internet, galera do mundo toda. Pode ir direto.


Chegamos em Bariloche e recebemos algumas ofertas de Hosteis, acabamos ficando com o Freedom, Calle Angel Gallardo, menos de 10 minutos do centro civico. Fechamos um quarto para nos 3 por 75 pesos. Muita molecada em Bariloche, nosso hostel parecia uma escola secundaria de Israel (comentario sem preconceitos, diga-se de passagem). A cidade e a preferida pelos argentinos para fazer viagens de formatura do secundario ou ferias, assim sempre tem muita gente nova.


Essa epoca em Bariloche nao tem muito movimento, ja que nao tem neve pra esquiar e nao esta quente o suficiente para os turistas encherem as praias. Demos uma volta na cidade, comemos, centro civico, Museu da Patagonia (nao achei muita graca, vale pelo albatroz e pelos condores empalhados).


Fizemos um tour (chamado circuito chico) ate o Cerro Campanario, 29 pesos + 30 pesos pelo teleferico. O tour vale mesmo pela vista no mirante do cerro e pelo passeio no teleferico, o resto foi meio sacal. E possivel fazer so o cerro campanario indo de bus coletivo, deve custar uns 3 pesos.



fabrica de chocolate - tem pra tudo que e lado